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Teorias

A Maria Papoila é a típica portuguesa, que tal como todos os bons portugueses tem sempre uma teoria acerca de tudo e de todos e não vê mal algum em impingir as suas opiniões aos mais desprevenidos...

domingo, julho 16, 2006

Eu gosto é do Verão!

Esta Papoila é uma Papoila tropical.
Não gosto, porque não me apetece gostar, do Inverno.
Podia agora aqui enumerar mil e uma razões para não gostar do Inverno, mas a minha principal razão é a mais óbvia: fica frio.
No Verão, o dia começa logo de forma diferente: não custa nada sair da cama, a gente toma um duche num instante e (pelo menos no meu caso) temos menos meia dúzia de peças de vestuário para enfiar. Assim, logo pela manhã perde-se menos tempo e sai-se de casa com menos tralha (vulgo guarda-chuva).
Se me apetecer fazer alguma coisa ao ar livre, faço e não tenho de pensar... na chuva!
Mas se há coisa que a Maria Papoila adora no Verão são os dias longos. Parece que temos mais tempo para fazer coisas.
No Verão, a Papoila, que trabalha a painéis solares, fica cheia de energia e produz muito mais que no Inverno. Mais trabalho, mais simpatia, mais tolerância, mais alegria.
Ontem (sábado) quase à meia-noite, a Papoila lembrou-se de dar um saltinho à Avenida Brasil para apanhar ar. Indo pela marginal, numa noite de Inverno, a Papoila demoraria menos de cinco minutos a lá chegar, mas mal se meteu na viatura, descobriu um trânsito digno da Avenida dos Aliados em dia de manifestação sindical. Ok, vamos então meter pela Diogo Botelho e chegamos lá em pouco tempo.
A Foz estava repleta de gente de todas as idades e todas as classes. O Verão deixa as pessoas mais soltas, mais predispostas a fazer amizades e a conversar com desconhecidos.
Pronto, eu sei que os países tropicais produzem menos, mas asseguro-vos que se existissem mais Papoilas a funcionar a painéis solares, tínhamos um PIB superior ao de um qualquer país nórdico.

1 Comments:

  • At 17/7/06 09:58, Blogger rps said…

    Pois sobre essa questão, cito o meu amigo Arlindo do Rêgo:

    Os meses de Julho e Agosto trazem o calor desalmado que liquefaz vontades e corpos, tornados pasto da ociosidade, mãe de todos os vícios, e mais da luxúria - Mulher de Escarlate: Grande Prostituta da Babilónia. O país, suado, adia-se mais, num letargo feliz. E o tempo, esse é sempre crassamente malbaratado. Por fim, o retorno inglório, rumo à morte - regressão cada vez menos longínqua. Oh! Stupid, stupid summer!

     

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